Uma tarde, uma multidão enorme havia seguido Jesus até um campo distante. Havia ali mais de cinco mil pessoas — homens, mulheres e crianças — que ficaram o dia todo ouvindo Jesus falar e vendo os milagres que Ele fazia.
Quando o sol começou a baixar, os discípulos foram até Jesus preocupados: — Mestre, já está ficando tarde e este lugar é deserto. Mande as pessoas embora para que possam ir comprar comida.
Jesus olhou para eles com um sorriso tranquilo e disse: — Vocês mesmos deem de comer a eles. Os discípulos se entreolharam sem entender. — Mas não temos dinheiro para alimentar tanta gente!
— Quantos pães vocês têm? — Jesus perguntou. — Vão ver. André, irmão de Pedro, voltou com uma notícia humilde: — Há aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixinhos. Mas o que é isso para tanta gente?
Jesus não riu da pequenez da oferta. Mandou que todos se sentassem na grama em grupos. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, deu graças a Deus — e começou a partir e distribuir.
Os discípulos iam levando aos grupos. E aconteceu algo impossível: quanto mais distribuíam, mais havia! Pão e peixe para um, depois para outro, depois para mais… a comida não acabava! Todos comeram — mais de cinco mil pessoas — até ficarem satisfeitos.
Quando terminaram, Jesus disse: — Recolham os pedaços que sobraram para que nada se perca. Os discípulos recolheram as sobras: doze cestos cheios! Mais do que haviam começado.
O menino que havia oferecido seus cinco pãezinhos e dois peixinhos provavelmente não cabia em si de alegria — ele havia dado o pouco que tinha, e Deus havia multiplicado além de qualquer imaginação.
Não importa o quanto você tem — quando você entrega nas mãos de Jesus, Ele multiplica além do que você imagina. Deus não precisa de muito para fazer muito!



